BRASIL

‘Apenas olavetes foram transferidos’

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Silvio Grimaldo, um dos alunos de Olavo de Carvalho que foram expurgados hoje no Ministério da Educação, usou sua conta no Facebook para criticar o processo de saída da Pasta e para afirmar que não foi “expulso do MEC”. Grimaldo disse que ele e um amigo indicaram o nome do ministro Vélez Rodrigues para comandar o ministério. E afirmou que não aceitou ser transferido agora para uma função na Capes, “como prêmio de consolação” e onde “deveria enxugar gelo e fazer guerra cultural”. Grimaldo disse que pediu sua exoneração do cargo de assessor especial.

“Só para deixar claro, eu não fui expulso do MEC. Trabalho com o professor Vélez desde a transição. Na verdade, desde antes, ainda durante a campanha, quando numa reunião em minha casa, eu e um amigo recomendamos seu nome para o ministério, assim como uma porção de nomes que agora são deslocados para funções inócuas, sem serem demitidos ou exonerados. Durante o carnaval, estando fora de Brasília, fui avisado por telefone de que perderia minhas funções no gabinete e seria transferido para a CAPES, onde deveria enxugar gelo e “fazer guerra cultural”. O cargo era apenas um prêmio de consolação pelos serviços prestados, uma política comum com os que se tornam indesejados no MEC. Dada a absurdidade da proposta, que veio como uma decisão tomada e consumada, e vendo que o mesmo destino fôra dado a outros funcionários ligados ao Olavo (apenas olavetes foram transferidos) e mais alinhados com as mudanças propostas pela eleição de Bolsonaro, não vi outra saída senão comunicar ao ministro meu desligamento pedir minha exoneração, que deve sair nos próximos dias”, escreveu Grimaldo. /M.M.

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